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O
preço de uma freada
Técnicos
do Ibama estiveram no local para fazer os primeiros levantamentos
e se surpreenderam com a gravidade do desastre ambiental que poderia
ter feito mais estragos.
Um
acidente ambiental urbano aconteceu às 5h30 da manhã
de ontem na rua T1 no bairro da Compensa III, Zona Oeste. Uma caçamba
da firma identificada como F. Barbosa, e que transportava cerca
de dez mil litros de resíduos de petróleo freou bruscamente
e a carga caiu no asfalto e se espalhou por 500 me-tros da rua.
A firma F, Barbosa prestava serviços à Companhia de
Navegação da Amazônia (CNA).
A substância
escorreu pelos córregos, causou dor de cabeça aos
moradores e ficou impregnada nos batentes e plantas das residências.
Ainda não se sabe a extensão do dano ambiental causado.
Técnicos do Instituto de Proteção Ambiental
do Estado do Amazonas, (Ipaam) e do Instituto de Proteção
e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estiveram no local
para fazer levantamento.
Segundo
o capitão Denis Serra, 34, da Polícia Ambiental Militar,
o acidente será apurado administrativamente e criminalmente.
A parte administrativa será de competência do Ipaam
e a criminal ficará a cargo da Polícia MIlitar ambiental
que irá verificar se a empresa F. Barbosa que transportava
a substancia estava licenciada para fazer o serviço. Quem
transportou, quem autorizou e, mediante isso, fazer o registro da
ocorrência para serem encaminhada ao Ministerio Público.
De
acordo com informações preliminares passadas aos técnicos
ambientais, a CNA, que trabalha com o transporte de petróleo
fluvial, teria contrato com a empresa CR Petros que é a empresa
tecnicamente viável para transportar esse tipo de substância
de seu porto, na estrada da Estanave, até as áreas
urbanas . Entretanto, para fazer o serviço de ontem, teria
empreitado a empresa F. Barbosa que estaria levando o resíduo
para outra empresa denominada TRAT, que funciona na colonia Antonio
Aleixo.
O dono
da empresa CR Petros Onofre Valeriano, 50, que estava no local,
disse que somente foram acionados após acontecer o acidente
para recolher os resíduos espalhados por toda a extensão
da rua. Ele chegou a estranhar o fato da CNA ter contratado a outra
firma para fazer o serviço quando é a CR Petros quem
tem contrato de três meses com a mesma para recolhimento de
seus resíduos. ? Só agora que a F. Barbosa passou
esse serviços de despoluição da rua para nós
fazermos ? disse o dono da firma CR Petros, ao Capitão da
Polícia Militar ambiental.
Onofre
Valeriano disse que desconhecia quem teria contratado a empresa
F. Barbosa e reafrimou que só foi chamado ao local para fazer
a despoluição e incinerar o lixo. ?A CR Petros não
tem nada a ver com esse acidente?, assegurou o dono. Segundo ele,
sua empresa trabalha no ramo da incineração, destinação
final, transporte de resíduo, impacto ambiental. ?Nós
trabalhamos com toda a área de despoluição?.
Segundo
Valeriano, assim que chegou ao local, os trabalhadores da F, Barbosa
estavam jogando areia sobre o resíduos de Petróleo.
Seus funcionários aguardavam para iniciar o trabalho de despoluição
que consistiria em recolher a areia jogada sobre a substancia. Em
seguida aplicação do pó de serra e sua remoção.
O material seria colocado no tambor e levado para ser incinerado.
Não
quis falar
A CRITICA procurou falar com responsáveis pela CNA, por telefone
e na empresa, mas foi impedida. No local do acidente uma funcionária
que não quis falar, apenas passou o número do telefone
para que fosse feito contato com diretores. Por telefone a reportagem
recebeu como resposta a de que não havia nenhum diretor na
empresa. E, na portaria da empresa, os porteiros avisaram que a
entrada da imprensa estava proibida e que ninguem iria falar.
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