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Comissão
do Crea constata degradação
A Comissão
Permanente de Meio Ambiente do Conselho Regional de Engenharia,
Agronomia e Arquitetura do Ceará (Crea-CE) fez uma inspeção
ontem, no Rio Ceará, partindo da foz, até o encontro
com o Rio Maranguapinho, num percurso de sete quilômetros.
Orientadora
da Comissão, Lúcia Mara Bezerra destacou um trecho
de 50 a 100 metros de mangue morrendo e muito lixo, tanto preso
às raízes, quanto sendo levado pela correnteza. Além
de material plástico em excesso, foram encontrados restos
de mobília, incluindo sofás.
O grupo
também localizou áreas desmatadas para acesso de banhistas
e embarcações; e considerou a área próxima
à ponte, pelo lado de Fortaleza, a mais agredida.
Antes
de embarcar, o grupo visitou o antigo hidroporto, constatando abandono
e degradação na área, que, conforme o líder
comunitário Ary Thiers, abriga patrimônios natural
e histórico ignorados pela sociedade. Desde 1978, Ary insiste
em mostrar esse patrimônio. Para isso, tem promovido visitas
com formadores de opinião, escolas, igrejas e associações.
Lúcia
Mara informou que a Comissão é um colegiado multiprofissional
com o objetivo de discutir e apresentar sugestões e soluções
para os problemas ambientais do Estado.
Nós
faremos um relatório com a identificação dos
principais problemas e um documento apresentando sugestões
às autoridades competentes?, disse.
Ela
lembrou que trabalho semelhante, realizado no Rio Cocó, serviu
para a criação do Comitê Gestor do Programa
de Despoluição da Bacia do Rio Cocó.
Socorro
Pessoa, gerente da Área de Proteção Ambiental
(APA) do Rio Ceará, pela Superintendência Estadual
do Meio Ambiente (Semace), acompanhou a visita.
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