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Histórias
de Pescador
VARAS
DE FLY - SUA ANÁLISE
Vinícius
Victor Gongora
Este é um dos componentes mais caro, e principalmente, o
mais importante. Por isso vamos analisar sua construção
e saber o porque devemos investir um pouco mais do nosso dinheiro
na compra deste equipamento tão importante.
As
primeiras varas construídas em meados do século XIX,
eram feitas de madeira maciça e somente grandes mudanças
poderiam diferencia-las das que são hoje, como resultado,
somente no século XX é que introduziram as fibras
de bambu, onde longas lascas, esculpidas em formato triangular,
com 4, 6 ou 8 elementos, eram coladas uma à uma dando-lhe
um padrão cônico e consequentemente, sua flexibilidade.
Somente em 1948, com o descoberta e popularização
do Fiberglass ou Fibra de Vidro, denotou uma nova era em sua constituição
por parte dos fabricantes e pesquisadores e somente na década
de 70 é que surgiram as primeiras varas de Grafite, superleves
e flexíveis, a partir daí, não se parou mais,
e novos produtos continuam a ser utilizados, como o MVR, um revestimento
sintético utilizado pelo Estados Unidos, na construção
de submarinos nucleares, e ainda, se tivermos paciência, novos
modelos com resistência, flexibilidade e leveza, ainda estarão
por surgir, nos proporcionando grandes emoções e prazer
em pescar.
Como
sabemos as varas se diferem em classes, de 1 (ultra-light) até
15 (Heavy), e que se dividem em flexibilidades ou ações,
vamos defini-las:
Lentas
- Possuem maior flexibilidade, curvam ao longo de todo seu corpo,
exigindo menos esforço para arremessar, apresentam delicadamente
a mosca quando a sutileza é exigida.
Médias
- São um pouco mais rápidas, flexionam um pouco menos
e podem recair em condições onde o arremesso seja
de menor distância. Requer um perfeito balanceamento entre
a linha e a mosca.
Médias/Rápidas
- Esta seria, teoricamente, a melhor opção de escolha,
pois é versátil em condições e situações
variadas de pesca.
Rápidas
- Devido sua contituição ser de um material mais rígido,
proporciona longos arremessos, gerando grande velocidade na linha,
sendo, pelo meu ver, a melhor para as condições de
pesca em nosso país.
Como
vimos, sua ações diferem um pouca em cada situação
de pesca, por isso devemos levar muito em conta onde vamos pescar,
se há vento ou não, se o lago, rio, represa, são
extensos ou não e se suas estruturas são favoráveis
em distâncias de arremessos, para que possamos aplicar corretamente
estas ações e obter melhor proveito e sucesso nos
"Strike".
Outro
ponto a ser observado é o comprimento da vara, está
pode estar compreendida entre 7 à 9 pés, e isso é
o suficiente para que possamos dar bons arremessos, as mais comumente
usadas, tanto por iniciantes como veteranos, são as de 8,5
pés (2,60 m) e 9 pés (2,74 m), são extremamente
leves e finas, sendo normalmente feita em duas partes de igual tamanho.
Antes de juntar uma parte à outra, o pescador deverá
passar um pouco de parafina na junção do macho da
vara. Existem ainda varas feitas em três, quatro e até
seis partes, o que facilita muito o seu transporte.
Vamos
agora definir cada peça composta em uma vara:
Blank - É o corpo em si da vara, ou seja, a vara sem acabamento
algum.
Reel
Seat - Ferrolho de pressão responsável pela conexão
da carretilha, podem ser encontrados em alumínio, aço
inoxidável, titânio ou plástico.
Grip
- Ou cabo, sua função basica é oferecer uma
empunhadura confortável, e é dividida em Cigar Grip,
Half Wells Grip e Full Wells, outra coisa a ser notada e válida
como dica, é o tipo do material empregado no Grip, os de
cortiça é notoriamente utilizada nas varas de boa
qualidade.
Hook
Keeper - Argola de metal utilizada para prender a isca quando não
esta sendo utilizada.
Stripping
Guide - Primeiro passador de linha da vara, tendo como característica
seu maior diâmetro e mais reforçado, composto de metais
leves e revestido internamente de cerâmica para facilitar
o deslisar da linha.
Snake
Guide - São as passadeiras onde passam, ao longo da vara,
a linha, se difere pelo seu formato em "S" , oferencendo
apoio e menor atrito possível, são feitos de metais
leves.
Ferrule
- Encaixe destinado em unir as partes da vara, sendo do tipo macho/fêmea,
na sua montagem e desmontagem devemos observar todo cuidado possível
para que não torçamos no ato da conexão e desmontagem,
pois prejudicaríamos, com o tempo, o material do revestimento.
Tip
Top - Encontra-se na ponta da vara (ponteira), se difere também
pelo seu formato em circunferência, podendo ser maior ou igual
ao restante dos passadores, dependendo dos fabricantes, é
composta de metais leves.
Fighting
Butt - É uma peça arredondada que se encontra no inferior
do cabo da vara, sua utilidade é para que possamos apoiar
e proteger o nosso corpo na hora de lutar com um peixe mais brigador.
Não
devemos deixar de fazer uma manutenção em nossos equipamentos,
para a vara é somente necessário um pano úmido
em água morna com um pouco de sabão neutro, em seus
passadores, devido estar em contato com a linha e a mesma na água,
acumulam-se detritos que os tornam ásperos e dificultam sua
passagem, nada melhor que uma escova de dente (macia) com um pouco
de água morna e sabão neutro. Após sua secagem
com um pano macio, aplicar, periodicamente, silicone ou vaselina
líquida, que devolvem o brilho e maciez às suas superfícies.
Com esses cuidados, estaremos garantindo o nosso investimento por
muitos e muitos anos.
DICAS
ÚTEIS
Faça a vara vergar em seu movimento para frente e para trás,
continuamente, não é com força que se faz isso.
O segredo de um bom lançamento é a imobilidade do
pulso, permaneça-o sempre que puder, o mais firme possível.
Com uma hora diária é possível aprender a lançar
as suas moscas, lembre-se, somente a prática o levará
à um bom arremesso, tente não é difícil.
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