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Curiosidades

·O rio escuro, como o Negro, é muito mais bonito, mas a água é ácida e pobre em nutrientes. Apenas 5% dos peixes vendidos em Manaus vêm do Rio Negro, que banha a cidade.

.Tubarões e outros peixes do mar entram com certa regularidade no Amazonas. Eles não se reproduzem na água doce, mas conseguem se dar relativamente bem. Tubarões já foram já foram pescados até em Iquitos, no Peru, uns 4000 quilômetros.

·Das 483 espécies de mamíferos existentes no Brasil, 324 vivem na Amazônia (67%). Dos 141 de morcegos, 125 voam por lá.

·Com 30 milhões de espécies, os insetos foram o maior grupo de seres vivos na Terra, sem levar em conta bactérias e microrganismos. Na região Amazônia está um terço deles.

·Quem não gosta de répteis precisa saber: há 300 espécies desses animais na Amazônia, de cobras a lagartos.
·O nome do Amazonas foi dado pelo frei espanhol Gaspar de Carvajal, o primeiro cronista europeu a viajar pelo rio, durante a expedição de Francisco de Orellana, na primeira metade do século XVI. O frei afirmou que sua embarcação foi atacada por mulheres que, como na mitologia grega das amazonas, pretendiam escravizar os homens para procriar antes de matá-los.

·Há sinais de 53 grupos indígenas ainda isolados, sem contato com a civilização tecnológica, todos na região amazônica. Sujeitos a contatos casuais, os índios continuam despreparados para enfrentar as doenças dos brancos e vivem no nomadismo.

·Durante o ciclo da borracha (1879-1912), a Amazônia foi responsável por quase 40% das exportações brasileiras. Manaus era a capital mundial da moda e de diamantes, e o seu teatro, com 700 lugares, foi construído na Europa e trazido de navio para ser montado no Brasil. Sob o calor de 40 graus, os ricaços usavam terno, gravata-borboleta e colete, imitando os ingleses. As mulheres vestiam-se com modelos parisienses.

·Graças à borracha, nos primeiros anos deste século a Amazônia teve uma renda percápita duas vezes superior a da região produtora de café, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A riqueza acabou quando ingleses levaram as mudas de seringa para a Malásia, até hoje líder mundial na produção de borracha natural.

·Até 1839, a borracha era um artigo que agradava mais aos curiosos do que aos empresários. Ela derretia no calor e tornava-se quebradiça no frio. Naquele ano, um americano chamado Charles Goodyear (daí a marca do pneu) descobriu o processo de vulcanização da borracha. Isso a tornou estável, tanto no frio quanto no calor. O comércio explodiu. Entre 1850 e o começo deste século, as exportações do produto na Amazônia aumentou trinta vezes.

·Nos anos 30, o pioneiro da indústria americana de carros, Henry Ford, resolveu plantar seringueiras na Amazônia. A plantação fracassou porque foi atacada por uma praga da folha.

·A maior parte do solo é ruim na Amazônia, mas há manchas de terra roxa muito fértil e também áreas limitadas de areal imprestável. O dado decisivo é este: a maioria dos solos não se presta à agricultura.

·O besouro maior do que uma mão – O maior besouro do mundo, o Titanus gigantus, se alimenta de material orgânico em decomposição na floresta. Com 20 centímetros de comprimento, é maior que a mão de um homem adulto.

·A mariposa do tamanho de duas canetas – Também vive na Amazônia a maior mariposa do mundo, a imperador. Tem 30 centímetros de envergadura – tamanho igual ao de duas canetas esferográficas.

·O maior predador de peixes – Celebrizado num filme de Jacques Cousteau, o boto cor-de-rosa é o maior predador das águas da Amazônia. Come entre 4 e 5 quilos de peixe por dia.

·Mais peixes do que a Europa – Nos rios amazônicos vive o maior número de espécies de peixes do mundo. Já foram descritas 1500, mas estima-se que exista pelo menos o dobro. É quinze vezes mais do que todo as espécies encontradas nos rios da Europa.

·O peixe-boi tem o peso de sete mergulhadores – É um bicho com nome impróprio. Em vez de peixe, é um mamífero. Maior animal da Amazônia, pode atingir meia tonelada e 3 metros de comprimento. Pasta nas campinas aquáticas. Um peixe-boi adulto pode devorar 50 quilos de capim por dia. Está sendo dizimado pela caça. A carne é muito saborosa e a banha dá um óleo excelente.

·O tambaqui faz jejum – Peixe de dieta bizarra, empanturra-se de frutos e sementes nas áreas alagadas no período das cheias. Quando as águas baixam e ele precisa voltar à calha dos rios, passa por um violento jejum no qual descarrega toda a gordura que acumulou. Tem carne saborosíssima.

·O pirarucu chega a 3 metros – É o maior peixe de água doce do mundo, podendo atingir até 3 metros de comprimento. Em geral, tem cerca de 2 metros, maior do que a estatura média de um homem adulto e chega a pesar até 200 quilos.

·A preguiça com cérebro do tamanho de uma azeitona – Espécies típica da Amazônia, tem o cérebro do tamanho de uma azeitona. Proporcionalmente ao tamanho do corpo, é um dos animais com o menor cérebro em todo o mundo. Explicação dos zoólogos: como se alimenta só de folhas, ela não precisaria de mais que isso para encontrar comida.

·O macaco-da-noite que dorme de dia – Uma das espécies exóticas da Amazônia é o único macaco noturno do planeta, prefere dormir de dia, como os morcegos, e tem olhos arregalados, como os da coruja, para enxergar melhor à noite.

·O macaco-barrigudo usado como mascote – Das 75 espécies de primatas que vivem no Brasil, 58 saltam pelos galhos da Floresta Amazônica. Um dos mais conhecidos, o macaco-barrigudo, é usado como mascote por índios e caboclos ribeirinhos.

·O sagüi menor de que uma escova de dente – O menor macaco do mundo, o sagüi-leãozinho, é do tamanho de uma escova de dente é pesa 130 gramas. Encontrado no Amazonas, é tão pequeno que alguns índios o deixam no cabelo para que cate piolhos e outros bichinhos.

·A maior de todas as águias – A maior águia do mundo, a harpia amazônica tem 97 centímetros de altura, 11 a mais que a águia careca americana e bem maior que as espécies encontradas na África e na Europa. Alimenta-se de pequenos roedores e até de macacos. (Águia careca 86 cm), (Águia dourada 84 cm), (Águia harpia 86 cm), (Águia bateleur 14 cm).

·A tartaruga maior do que um triciclo – O maior quelônio de água doce é a tartaruga-da-Amazônia. Uma grande mede até 1, 5 metro e meio de comprimento, é maior do que um triciclo infantil.

·As brincadeiras da selva – Índios e caboclos gostam da tartaruga para comer. As crianças, além de comer, gostam da tartaruga para brincar. Abrem um orifício no centro do casco, ali amarram um barbante e, pronto, a tartaruga pode ser puxada pelo quintal –– como as crianças urbanas fazem com os carrinhos de brinquedos.

·A folha maior que um jogador de basquete – Há três anos foi descoberta nos arredores de Manaus a maior folha da Amazônia. Com 2,5 metros de comprimento e 1 de largura, é maior do que um jogador de basquete. Cresce numa árvore da família das poligonáceas, gênero cocoloba.

·A flor de 2 metros de diâmetros – Ao contrário do que muita gente imagina, a vitória-régia, um dos símbolos da Amazônia, não é uma folha, e sim a maior flor do mundo. Algumas chegam a medir 2 metros de diâmetros.

·O sapo gigante – O Brasil tem a maior variedade de sapos do mundo, grande parte deles na Amazônia. O cururu mede 30 centímetros (quatro vezes o tamanho de um canário) e pesa mais de 1 quilo.

·A sucuri de 10 metros de comprimento – Celebrizada no filme anaconda, chega a medir 10 metros de comprimento, o dobro do tamanho de um carro médio de passeio. A sucuri não é a cobra mais comprida do mundo, pois perde para um píton africano, mas é a mais pesada e volumosa.

·A aranha-caranguejeira é maior do que o celular – A maior aranha do mundo, pode medir 28 centímetros com as patas abertas. É quase o dobro de um aparelho de telefone celular.

·Um rio de Nova York a Berlim – Da nascente, na Cordilheira dos Andes, à foz de Marajó, o Rio Amazonas percorre 6.868 quilômetros, quase a mesma distância entre Nova York e Berlim. Pelo estuário do Amazonas passa um quinto de toda a água doce do planeta.

·O Amazonas carrega dez Pães de Açúcar de terra – O Amazonas carrega dos Andes para o Oceano Atlântico 800 milhões de toneladas de terra por ano. Se esses sedimentos caíssem no mesmo lugar, tornariam uma montanha dez vezes mais alta do que o Pão de Açúcar.

·As cheias equivalentes a um prédio – Em alguns rios da Amazônia, a diferença do nível das águas entre o período das secas e o das cheias é equivalentes à altura de um prédio de oito andares. Muitas casas, lojas, armazéns e postos de gasolinas são flutuantes, construídos sobre toras de madeira e amarrados à margem do rio. Nas cheias sobem junto com as águas. Também há currais de bois e vacas e até hortas flutuantes. Na época da cheia, quando a dona de casa precisa de um pouco de coentro para temperar o peixe, vai até a porta de casa e puxa o flutuante de hortaliças que fica boiando a alguns metros de distância.

·O peixe que viaja o diâmetro da Lua – Um grande predador, o piramutaba sai da foz do Amazonas e cruza o Brasil rio acima para desovar. Só no percurso de ida, viaja de 3000 a 3500 quilômetros todos os anos, e distância equivalente ao diâmetro da Lua. Tem uma espécie de couro no lugar de escamas e é o peixe mais exportado da região amazônica. O maior comprador é o Japão.

·A Estátua da Liberdade ficaria submersa no Amazonas – O rio Amazonas atinge profundidade de 120 metros em vários trechos. Com 91,5 metros de altura, a famosa estátua da Liberdade, que adorna a entrada do Porto de Nova York, ficaria inteiramente submersa se fosse colocada num desses lugares.

 

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